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28/06/2018

Boa alimentação é o segredo para ter qualidade de vida a longo prazo


Manter uma alimentação saudável é a chave para  ter saúde e garantir o bom funcionamento do corpo, maior qualidade de vida e longevidade. No entanto, comer bem exige planejamento e muita disposição para vencer a preguiça, driblar as facilidades dos alimentos prontos e processados e incluir no cardápio os bons alimentos, buscando, sempre que possível, a orientação de um profissional da nutrição.

Como destaca a nutricionista Viviane Braz, cuidar da saúde depende de pequenas decisões diárias que podem gerar grandes resultados. Além da escolha dos alimentos certos, o cuidado com as porções, com a hidratação, com a mastigação e com as horas de sono são fundamentais na busca do equilíbrio. “O importante é pensar na qualidade de vida e a longo prazo. O mais importante quando se fala em saúde é planejar, é a chave de tudo, se você tiver planejamento sempre dá tempo de alimentar-se bem, com alimentos bons”, destaca.

Boa alimentação condiz consumir produtos com menos processamento possível e buscar alimentos in natura em feiras, priorizando os orgânicos e maior quantidade de vegetais, frutas e cereais. “A alimentação depende muito do padrão, de onde  a pessoa está e do que ela tem disponível. Aquela máxima de menos desembalar e mais descascar é o que também pode definir uma alimentação saudável, bacana e equilibrada”, completa Viviane.

Ela sugere ainda que se compre apenas o que vai ser usado no preparo das refeições, para evitar o desperdício, e fazer uma programação semanal dos alimentos e, dessa forma garantir mais nutrientes e o menor número de produtos pré-prontos e congelados. “Você congelar o seu próprio alimento é uma coisa bacana, mas comprar congelado, cheio de aditivos químicos não”, ressalta.

A hidratação também é muito importante, saber a quantidade de água que precisamos ingerir durante o dia, além da prática de atividade física. Viviane alerta ainda para o peso que o sono tem na manutenção da saúde. “Deitar-se mais cedo e procurar ter um sono mais tranquilo é fundamental. A primeira parte  do sono (sono REM) é extremamente importante para que se consiga manter a saúde. Existem estudos que comprovam que pessoas que dormem mal  têm  maior risco de desenvolver diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e até mesmo doenças autoimunes”, diz ela.

A especialista enfatiza ainda que o longevidade está diretamente ligada a comer bem, e não a comer pouco, como muitos pensam, e que nesse processo cabe a cada um ter a consciência de perceber qual a quantidade de que o satisfaz. “O que é pouco para um, pode ser muito para outro. Então, o interessante e inteligente é adequar o que vai comer com processo de mastigação e não ter aquela sensação de estufamento quando estiver comendo, terminar de comer e ficar com um pouquinho de fome é o segredo de uma boa alimentação e de uma longevidade. Viver mais e melhor, pois a vida é feita de pequenas e boas porções”, alerta.

Além da escolha correta dos alimentos e do planejamento, Viviane ressalta a importância de descobrir suas limitações e estar disponível a esse processo comportamental. E, sempre que possível, seguir a orientação de um profissional de nutrição. Como dica, aponta a necessidade de não dar atenção apenas aos macronutrientes (proteínas, carboidratos, lipídios, etc), mas também aos micronutrientes (vitaminas, minerais, etc), começando a pensar na alimentação como um todo. Nesse sentido, sugere o consumo de oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas), ricas em gorduras boas e que previnem doenças cardiovasculares; alimentos integrais, além das frutas e hortaliças, preferencialmente orgânicas. Ela esclarece ainda que se alimentar em quantidade insuficiente pode ser tão prejudicial quanto seguir uma má alimentação. “Cada um sabe o seu limite, existe uma padronização de 2 mil calorias diárias, que não é verdadeira. Cada um deve comer quando sente fome e as pessoas devem sentir fome para poderem se alimentar. A padronização de comer de três em três horas é muito pessoal e depende de cada um. O mais importante é alimentar-se bem e com alimentos bons”, reforça.

Para ela, os grandes vilões da alimentação atual são os produtos industrializados e embalados, tradicionalmente utilizados para refeições rápidas e práticas, sem considerar os danos à saúde. E, somados aos demais maus hábitos alimentares, podem, inclusive, estar associados a doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e hipertensão. Gordura no fígado e aparecimento de doenças autoimunes, que podem ser tanto intolerâncias quanto hipersensibilidades a substâncias como glúten – proteína encontrada em cereais – e lactose – que é o açúcar do leite – são outros exemplos.

A rotina atribulada também não pode ser culpada pela falta de planejamento de uma dieta saudável. Segundo Viviane, até quem come fora diariamente tem como manter uma alimentação saudável. Basta fugir das tentações dos bufês a quilo e saber fracionar bem as porções servidas. “O mais importante é decidir o que vai colocar no prato e, imaginariamente, dividi-lo em quatro partes iguais: um quarto para saladas cruas variadas, quanto mais coloridas melhor; um quarto para legumes cozidos; outro quarto para arroz, feijão, lentilha ou grão de bico e um quarto para carnes magras ou ovos, de 2 a 3 por refeição. É uma sugestão que eu dou e a pessoa tem que porcionar uma única vez, não ultrapassar esses limites e mastigar bem. A mastigação é muito importante para não passar dos limites”, orienta.

A receita é mais simples do que parece: manter uma alimentação saudável, equilibrada e sem exageros facilita o bom funcionamento do corpo e evita o desenvolvimento de doenças. Planeje-se e dê o primeiro passo rumo a uma vida melhor!

 

Dicas para uma boa alimentação

- Carregue frutas e snacks saudáveis.

- Perca o medo de congelar a comida feita em casa.

- Verduras como couve e espinafre e legumes como brócolis, couve-flor e cenoura resistem bem  ao congelamento, sem perder nutrientes ou sabor.

- Reduza o consumo de alimentos refinados, como farinha de trigo branca ou açúcar, dando preferência aos integrais.

- Beba muita água

Fonte: Revista Sinfacrs

 


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