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26/06/2018

Consumidores esperam inflação de 5,2% em 12 meses a partir de junho, aponta FGV

A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses ficou em 5,2% em junho, ante 5,3% em maio, informou nesta segunda-feira, 25, a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. Em relação a igual período do ano passado, houve recuo de 1,7 ponto porcentual no indicador.

"As expectativas se mantiveram relativamente estáveis. Isso ocorre, em parte, por uma inércia de parte dos consumidores, que apesar do choque de preços ocorrido, principalmente, devido à greve dos caminhoneiros, não gerou uma mudança nas expectativas de inflação de forma homogênea. Os consumidores de renda mais baixa continuam projetando queda nos preços enquanto os de maior poder aquisitivo já reajustam suas projeções", avaliou o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na distribuição por faixas de inflação, 48,3% dos consumidores projetaram uma taxa dentro dos limites de tolerância da meta (de 3% a 6%) perseguida pelo Banco Central.

A proporção de consumidores indicando inflação abaixo do limite inferior de 3% recuou de 22,2% em maio para 18,2% em junho. As previsões entre o limite inferior de 3% e a meta de 4,5% caíram de 27,1% para 25,5% no mesmo período, enquanto as projeções entre a meta de 4,5% e o limite superior de 6% subiram de 18,8% para 22,8%.

Em junho, as famílias com renda familiar até R$ 2.100,00 reduziram sua estimativa de inflação em 1,1 ponto porcentual, de 6,5% em maio para 5,4% este mês. Entre os consumidores com renda superior a R$ 9.600,00, as expectativas de inflação avançaram de 4,1% para 4,5%.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor, que ouve mensalmente mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Fonte: Gaúcha ZH


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