» Blog


18/04/2019

Giro Pelo Rio Grande traz informações sobre cenário de negócios no país


Os critérios que impactam na decisão de uma empresa sobre investir ou não levam em conta itens mais subjetivos, como a confiança das famílias, mas também encontram bases em itens como economia, burocracia e momento político. O Giro Pelo Rio Grande, evento promovido pela Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS) desde o ano de 2011 trouxe em sua nona edição a questão “O Brasil está para negócios?”, buscando auxiliar empreendedores e investidores em sua tomada de decisão quanto a possibilidade de expandir negócios, contratar mais pessoas ou esperar por um momento melhor.

Como primeira cidade deste ano, Santiago, na Região Central do Estado, foi escolhida, reunindo um público de mais de 200 pessoas que ouviram a avaliação do cenário econômico, tributário e político para os negócios. Na abertura do evento, o presidente do Sindilojas Santiago, Aldacir Calegaro, deu as boas vindas do evento, agradecendo a escolha do município para a agenda do ano da Fecomércio-RS.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, lembrou em sua fala que o pagamento de fornecedores, gerenciamento de clientes e funcionários para administrar seriam tarefas bem mais simples se não tivessem como entrave a burocracia vergonhosa vivenciada no país. “Minha vida de empresário e meu permanente contato com empreendedores de todas as regiões do Estado sempre me recordam de quanta motivação é necessária para ser empresário no nosso país”, admitiu Bohn.

Iniciando o painel, o consultor econômico Marcelo Portugal levou ao público uma avaliação sobre a atividade econômica. Para ele, neste ponto, o ano de 2019 tende a ser morno. O agronegócio deve seguir bem, mas os demais setores, indústria e serviços, estão mal. No caso da inflação, mesmo com a alta do mês passado, ela deve recuar e fechar o ano em 4%, o que não é um problema, conforme Portugal. Já no caso das contas públicas o problema aparece mais grave, existindo um déficit até fevereiro de R$ 105 bilhões. “O jeito de consertar é com a reforma da previdência, pois este gasto ocupa 56% do gasto total do governo Federal. Se continuar, não haverá recursos para mais nada, a não ser pagar pensionistas e aposentados”, sinalizou o economista.

O advogado e consultor tributário Rafael Borin sinalizou que há um cenário bastante amadurecido para a reforma tributária. “Todos querem que unifique o PIS e a Cofins. Não funcionamos mais bem com o caos, é preciso um enxugamento. Mesmo que a reforma não seja a ideal, atende a diversas necessidades, sendo mais fácil de controlar, entender e pagar os tributos”, salientou Borin. Para ele, a boa notícia é que é possível ver avanços na questão da desburocratização. “No momento em que o tributo gera redução de custo ou caixa ao empresário são muitos que estão conseguindo melhorias. Empresas ganharam ações sobre os tributos cobrados irregularmente do Pis e da Cofins”, comemorou. O advogado ainda lembrou que a possibilidade de vitória na questão do Diferencial de Alíquotas (Difa) é e motivo de alivio aos negócios.

No momento final do evento, o assessor parlamentar da Fecomércio-RS Lucas Schifino disse que “responder se o Brasil está para negócios é responder se a agenda do governo vai passar no Congresso”. Uma das análises de Schifino é de que o potencial para construção da base do governo ainda está abaixo da que tinha o governo Temer. “Renovar nomes não significa renovar comportamentos e essa pauta (previdência) continua sendo impopular. O governo está ainda fragmentado”, disse.

Dos dois níveis de relacionamento com o Congresso, o governo está iniciando o primeiro, que é conversar e ouvir os partidos. O segundo nível, que é a divisão de poder com os partidos, não está acontecendo segundo informou. Esse foi o método que aprovou outras reformas no pais. Precisa ter 308 votos para aprovar a reforma. Outro ponto sensível do governo é de que existe um conflito de convicção, pois as pessoas ao sabem se estas são agendas do Bolsonaro ou do ministro da Economia Paulo Guedes.

Fonte: Fecomércio

 


Veja também:


22/05/2019

»

22/05/2019

» Projeto Termômetro Municipal - Abril/2019

22/05/2019

» Senac Santiago inscreve para curso de Assistente Administrativo


Comentários: