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30/08/2019

Intenção de Consumo de Famílias gaúchas registra primeira alta no último trimestre


A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de agosto interrompeu a série de quedas dos últimos três meses, de acordo com pesquisa divulgada pela Fecomércio-RS nesta sexta-feira (30/08). O índice alcançou 90,5 pontos, aumento de 1,3% em comparação a julho e alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2018. Na média em 12 meses, também foi registrado crescimento do indicador, chegando a 87,9 pontos.

Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a divulgação dos saques do FGTS pode ter contribuído para a avaliação menos pessimista das famílias, no entanto, o cenário ainda não se consolidou. “Apesar do aumento na margem, o ICF permanece abaixo dos 100 pontos, de forma que, diante de um mercado de trabalho desafiador e sem perceber sinais de avanço da economia, prevalece a sinalização de moderação na decisão dos gastos das famílias”, comenta. A alta na margem foi puxada pela redução do pessimismo nas famílias com até dez salários mínimos. Famílias com renda superior a dez salários, que se encontram acima do patamar neutro (100 pontos), tiveram uma variação negativa muito pequena.

O indicador que mede a segurança com relação à situação do emprego variou -1,4% frente ao mês anterior (114,5 pontos), mas registrou alta em comparação a agosto do ano passado (15,6%). A média em 12 meses também teve crescimento ao chegar a 111,7 pontos. “Mesmo com uma taxa de desocupação menor em relação ao Brasil, o mercado de trabalho gaúcho tem mostrado dificuldade em se recuperar, com perda de ritmo na criação de postos formais”, acrescenta Bohn.

A avaliação quanto à situação da renda atual em relação ao ano passado também cresceu, com 12,0%. Na margem, o aumento foi de 1,0%. A média de um ano passou dos 101,8 pontos para 102,7. A variação positiva na margem ocorre após quatro meses de taxas negativas. Embora ainda abaixo do patamar neutro (98,8 pontos), o indicador referente ao nível de consumo atual cresceu frente ao mês anterior e marcou 15,1% de aumento em comparação a agosto de 2018. No entanto, o aumento significativo na comparação interanual se dá em virtude da base extremamente deprimida.

O indicador referente à facilidade de acesso a crédito atingiu 73,2 pontos, elevação de 44,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na margem, a variação foi de 2,1%. Embora o índice venha apresentando trajetória de alta, ele ainda permanece abaixo da linha da neutralidade. Na avaliação das famílias com menos de dez salários mínimos, a quantidade dos núcleos familiares que consideram estar mais difícil para conseguir empréstimos se mantém muito acima daqueles que perceberam como igual ou mais fácil. Já entre aquelas famílias com mais de dez salários, o indicador se encontra mais próximo da neutralidade.

Com relação ao consumo de bens duráveis, o indicador registrou 64,2 pontos, alta de 8,9% frente ao mesmo período de 2018. Em relação ao mês anterior, houve crescimento de 6,3%. Na média em 12 meses, também houve avanço. No entanto, o baixo patamar revela a percepção de não ser um bom momento para a aquisição de bens duráveis.

Entre as expectativas, a perspectiva profissional alcançou 81,2 pontos, variação negativa em relação a julho (-1,0%), porém, crescimento de 10,9% em relação ao ano passado. A queda da margem é reflexo da percepção das famílias com mais de dez salários mínimos, enquanto os núcleos familiares com menos de dez salários tiveram variação positiva. Em relação ao mesmo período de 2018, o indicador se manteve acima do registrado para as famílias de ambos grupos de rendimento. Já a perspectiva de consumo registrou 99,6 pontos, o que representa variação de 2,5% em relação ao mês anterior e crescimento de 15,5% em comparação a agosto do ano passado. A variação positiva também reflete na média dos últimos 12 meses.

Fonte: Fecomércio

 

 

 


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