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02/07/2018

Proximidade das eleições reflete na intenção de consumo dos gaúchos

A chegada das eleições refletiu com mais intensidade nos indicadores da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF), avaliada mensalmente pela Fecomércio-RS. No levantamento de junho, divulgado nesta terça-feira (26), o ICF registrou 74,7 pontos, um recuo de 3,1% na comparação com maio/2018 e leve avanço de 0,6% no confronto com o mesmo mês de 2017. “A proximidade do pleito eleitoral impacta diretamente nas decisões de contratação dos empresários, que, por sua vez, acaba refletindo na confiança das famílias, especialmente sobre a avaliação delas sobre do mercado de trabalho”, reforça o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Em relação à segurança com a situação do emprego, o indicador não se alterou e permaneceu em nível otimista em junho, atingindo 105,3 pontos, apesar de ter recuado 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Novamente, o cenário eleitoral incerto justifica a sensação de insegurança das famílias quanto ao mercado de trabalho. Pelo lado corporativo, sem uma definição clara sobre os candidatos, as empresas tentam atender suas demandas com a estrutura já existente e postergam novos investimentos para o período pós-eleição.  A avaliação quanto à situação de renda atual alcançou 83,5 pontos, alta de 22,6% em relação a junho/2017 e queda de 11,3% ante maio/2018. De acordo com a Fecomércio-RS, a redução em relação ao mês passado está ligada à avaliação de preços em meio a greve dos caminhoneiros. “A escassez momentânea de alguns produtos e a alta da demanda por eles geraram um certo impacto na percepção das famílias", afirmou Bohn.

O indicador que mede o consumo atual registrou em junho 71,0 pontos, uma elevação de 23,6% na comparação interanual e de 2,3% sobre maio/2018. De acordo com a pesquisa, o indicador permanece em elevação pelo quinto mês consecutivo, resultado da lenta recuperação na capacidade de consumo das famílias no período pós-crise. O índice que mede a facilidade de acesso ao crédito ficou em 47,3 pontos em junho/2018, redução de 24,9% sobre junho/2017 e de 18,5% sobre maio/2018. Aqui, mais vez uma vez, as incertezas com o processo eleitoral fazem com que as instituições financeiras estejam mais cautelosas na concessão do crédito às pessoas físicas, apesar da redução da taxa Selic. Em relação ao momento para o consumo de bens duráveis, o ICF apurou uma elevação de 15,9% em junho/2018 no confronto interanual e de 6,3% no confronto com maio/2018, atingindo 54,0 pontos.

Em relação às expectativas das famílias, o indicador de perspectiva profissional caiu 8,9% em junho/2018 sobre o mesmo mês de 2017, alcançando 70,8 pontos. Já nas perspectivas de consumo, houve retração de 2,2% na comparação interanual e alta de 6,3% sobre maio/2018, ficando em 91,1 pontos.


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