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24/05/2019

Reforma da Previdência é a principal bandeira


Presidente da Federação de Entidades Empresariais do Estado (FEDERASUL), Simone Leite acredita que a Reforma Previdenciária, bandeira da entidade, trará fôlego econômico ao Brasil e será tão vital e importante para o setor quanto a redução da carga tributária e da desburocratização da apuração dos impostos.

JC – Qual a avalição da entidade com relação à atual  conjuntura econômica?

Simone Leite – Percebemos que há uma nova janela de oportunidades aberta, cenário diferente dos últimos dez anos no Brasil. Acreditamos que a Reforma da Previdência é vital para a economia do País e hoje é a principal bandeira na Federasul. São grandes investimentos que estão esperando a reforma acontecer, porque hoje, da forma que está, não conseguimos viabilizar investimentos externos, pois esses investidores precisam ter um cenário mais promissor, com estabilidade econômica para investir. Nesse sentido, a Federasul vem trabalhando para convencer especialmente a classe política de que alguns pontos podem ser ajustados, mas que, na essência, a reforma trará fôlego econômico ao Brasil.

JC – Como está o diálogo da Federasul com o governo gaúcho?

Simone – Temos um bom diálogo, visto que não houve uma ruptura com o projeto político com a troca de governo. Acreditamos que, com mais investimentos, claro, vamos ter uma melhora na arrecadação de impostos.

Para nós, é necessário um olhar diversificado, trazer novos agentes para ampliar a arrecadação, o que já vem sendo trabalhado com o governo. No entanto, um dos principais pontos de diálogo diz respeito à carga tributária. A gente precisa ter um ambiente mais amistoso para quem produz no Rio Grande do Sul. Hoje, nós temos uma das maiores cargas tributárias do Brasil. Nesse sentido, há um compromisso do governador Eduardo Leite em começar a reduzir essa carga em dois anos. Agora, acreditamos que tão importante quanto reduzir a carga tributária é desburocratizar a apuração desses impostos, que aqui no Estado acabou onerando as empresas em função do novo regramento da substituição tributária. Também defendemos as privatizações das estatais. Hoje, nós temos uma disputa ideológica, não entramos na questão de gestão e análise financeira das próprias empresas. Têm aqueles que estão dizendo que a CEEE é nossa e não pode ser vendida e nós estamos dizendo que a CEEE é uma empresa deficitária, que vai perder a concessão, e que deve mais de R$ 1,3 bilhão para os cofres públicos em ICMS. Nesse ambiente de privatizações de concessões, nós vamos aumentar a arrecadação, inclusive em nível federal, porque hoje não há dinheiro para investimentos. É preciso trazer a iniciativa privada, com bons marcos regulatórios, bons contratos, fiscalização e punição para aqueles que cometem atos ilícitos.

JC – Após o período de recessão, como estão as linhas de crédito para os empresários?

Simone – Essa é uma das dificuldades enfrentadas pelas empresas. Após o período de turbulência econômica e de empresas endividadas, o que se precisa fazer é a retomada de um mercado ávido pelo consumo, com mais dinheiro circulando, mas especialmente crédito para que as empresas possam voltar a investir. Mais do que nunca é importantíssimo que se possa flexibilizar as exigências nas instituições financeiras, entendendo esse momento para que as empresas possam ampliar a produção, para ter o capital de giro, para poder comprar insumos, matéria-prima, ou mesmo os produtos. Na indústria, operacionalizar as linhas, e no comércio, para poder colocar os produtos à disposição do cliente.

Jornal do Comércio – 24 de maio de 2019.

 

 


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